terça-feira, 20 de junho de 2006

A Santificação (Parte 1)

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O que é santificação?

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3:18)

Podemos dizer que a santificação é o processo pelo qual o cristão torna-se cada vez mais parecido com Cristo. Consiste em, constantemente, abandonar o pecado e procurar viver de acordo com os mandamentos de Deus. Uma das palavras usadas no NT para santificação é hagiadzo (Jo 10:36), que significa separação. Assim, podemos dizer também que santificação é separar-se do pecado, dedicando-se a Deus, mediante a operação do Espírito Santo.

Todos os cristãos passam por esse processo, de modo que, tão logo alguém é justificado, começa também a se santificar. O justificado necessariamente está se santificando.

E também devemos dizer que apenas os cristãos conhecem esse processo. Incrédulos não querem e nem podem se santificar. Não querem, pois tem prazer no pecado e não desejam se separar dele; e não podem porque não contam com o agir poderoso do Espírito dentro de si.

Tendo procurado definir o que é santificação, passemos agora para o que não é santificação. A mente carnal sempre confunde as coisas, distorcendo a verdade de Deus, o que não é diferente com este assunto.

Primeiramente, devemos dizer que a santificação não é apenas uma “moralização”, ou uma apreensão de valores éticos e de bom comportamento. É claro que a moral está inclusa, mas não é apenas isso. E digo mais: qualquer tentativa de santidade que não vise à glória de Deus e não seja motivada por amor a Ele, é maldita, sendo terrivelmente pecaminosa e inaceitável aos olhos do Senhor.

Também não devemos confundir santificação com professar alguma religião. Há muitas religiões no mundo, cada uma delas com seus variados ensinos e doutrinas, e é impossível ao homem que segue uma religião falsa conhecer algo da santificação verdadeira. E mesmo entre os que professam seguir a santa religião, a saber, o Cristianismo, há muitos hipócritas e mentirosos, muitas pessoas que se misturam no meio do povo de Deus, porém não fazem parte desse povo. Estão na igreja apenas porque se sentem bem, ou porque apreenderam apenas mentalmente as verdades cristãs, ou encontram lá um ambiente gostoso que ajuda a esquecer os problemas da vida.

Muito menos devemos achar que santificação é um isolamento do mundo, como fazem aqueles que se enclausuram em um mosteiro, passando a vida em atividades religiosas e com mínimo contato com outras pessoas. O pecado não está “fora”, ele está dentro do ser humano, o próprio coração humano é naturalmente mal. Ainda que alguém se esconda de tudo e de todos, a natureza pecaminosa certamente se manifestará, de um modo ou de outro. A ilusão dos monges é não compreender isso. A verdadeira santificação é aquela em que, mesmo estando no mundo, o cristão não se corrompe com o mundo, mas resplandece como o sol em meio a um sistema tenebroso.

Tornamos a dizer: somente o cristão experimenta a santificação. Entraremos em maiores detalhes sobre isso nos próximos tópicos deste estudo. Não deixe de acompanhar! Que Deus te abençoe!

terça-feira, 6 de junho de 2006

Entendendo a Justificação pela Fé (Parte 1)

3 comentários

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo...”
(Romanos 5:1 ARA).

A justificação pela fé é uma doutrina ensinada por toda a Escritura, mais claramente demonstrada pelo apóstolo Paulo em suas epístolas. Os reformadores (nossos pais na fé) acreditavam que a justificação pela fé era o núcleo do evangelho, a doutrina em torno da qual estavam todas as demais. De fato, não há como diminuir o valor e importância da justificação na vida do cristão.

No entanto, poucos cristãos em nossos dias conhecem realmente o significado desta gloriosa doutrina. Poucos pregadores a mencionam. Fala-se muito em perdão de pecados, mas muito pouco sobre imputação de justiça. Creio que se perguntasse a um dos meus irmãos em Cristo que me lêem neste momento sobre se foram justificados pela fé, quase todos, provavelmente, responderão que sim. Mas se perguntasse qual o significado de estar justificado ou sobre como essa verdade tem influenciado a vida dos irmãos, muitos vacilariam em responder.

Portanto, meu propósito com este rápido estudo é tornar mais claro o significado da justificação pela fé, apresentando o que a Bíblia ensina sobre o assunto, e como essa verdade se torna prática em nossas vidas quando obtemos um conhecimento exato dela. Para facilitar resolvi dividir este estudo em partes. Nesta primeira estarei tratando sobre a lei de Deus e o pecado, temas fundamentais para a correta compreensão da justificação.

Que Deus nos ilumine a mente e nos guie durante este estudo, levando-nos a conhecer as profundezas de Sua Palavra!

A Lei de Deus e o Pecado

A lei de Deus está revelada na Bíblia. Ela representa a vontade de Deus para todos os homens. Encontramos um resumo da lei nos Dez Mandamentos, que por sua vez podem ser resumidos no Grande Mandamento dado por Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt. 22:34-40).

Diante disso, podemos afirmar que a lei de Deus nunca foi abolida, pelo contrário, continua em pleno vigor nos dias de hoje. Foi Jesus mesmo quem disse: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (Mt. 5:17 ARA). O que se aboliu foram aspectos cerimoniais da lei (sacrifícios de animais, festas e outros ritos) que tipificavam, no Antigo Testamento, as realidades que só vieram à plena luz no Novo. Porém, a Lei Moral, como se costuma chamar-se, ou os Dez Mandamentos, nunca mudou e nem mudará.

Agora, um ponto de extrema importância é que a lei de Deus exige de nós completa obediência a todos os seus mandamentos: “...dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda...” (Js.1:7 ARA). Tiago afirma: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.” (Tg. 2:10 NVI). Portanto, obedecer à lei de Deus significa obedecê-la por completo.

A total obediência à lei de Deus leva à vida: “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles.” (Lv. 18:5 ARA). Porém, a desobediência de um só mandamento (que é o pecado, a transgressão da lei), ainda que dos menores, gera a morte: “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las.” (Gl. 3:10 ARA). “...porque o salário do pecado é a morte...” (Rm. 6:23 ARA). Todo pecado merece seu castigo. Para que a justiça de Deus seja satisfeita, o pecado precisa ser punido.

Mesmo diante de todos esses fatos, como todos sabemos, Adão pecou e não permaneceu no mandamento dado por Deus, o que trouxe conseqüências para toda a humanidade: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm. 5:12 ARA).

Por isso, todos os seres humanos já nascem com o pecado original dentro de si, merecendo a devida punição: a morte. Somos praticantes por excelência do pecado, sendo, portanto, escravos dele (Jo. 8:34). É impossível a qualquer pessoa obedecer à lei de Deus como é exigido. O fato de Deus exigir do homem algo que ele não pode cumprir não faz de Deus um injusto, pois o homem, no estado em que foi criado, tinha a capacidade de obedecer à lei de Deus, mas por voluntária desobediência decaiu desse estado de liberdade para um estado de escravidão. Por conseqüência, todos estão perdidos, condenados à morte e aumentando sua dívida a cada dia!

É justamente por esse motivo que, apesar de a total obediência à lei conduzir à vida, ninguém pode ser salvo pela lei, pois ninguém pode obedecê-la perfeitamente: "sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei..." (Gálatas 2:16). E Deus não pode simplesmente fechar os olhos para o pecado, fingindo tê-lo esquecido, e perdoar a todos os pecadores, pois isso faria dele um Deus injusto: "O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado..." (Naum 1:3a ARA).

Agora podemos enxergar a profundidade do abismo no qual o pecador se encontra: morto em delitos e pecados está debaixo da condenação da lei e da ira de um Deus justo e santo, que não pode abrir exceções à Sua Santa lei de forma a inocentar o culpado. Qual a solução então para o pecador nesse estado? Como pode existir uma salvação para o homem em tal abismo? Não deixe de acompanhar a 2ª parte deste estudo, na qual estarei respondendo a essas perguntas tratando da justiça e do amor de Deus, e da solução encontrada por Deus para resolver esse dilema: a justificação pela fé!

Notas:

ARA: Almeida Revista e Atualizada
NVI: Nova Versão Internacional

sábado, 3 de junho de 2006

O cálice da salvação

3 comentários

"Tomarei o cálice da salvação" (Sl 116:13a)

Que cálice abençoado! O cálice da salvação contêm bençãos espirituais maravilhosas, vindas diretamente de Deus, como a justificação, a adoção, o novo nascimento, o dom do Espírito, a glorificação, e todas aqueles dons inefáveis do Evangelho de Deus, adquiridos por Jesus no calvário.

Que cálice gracioso! Nós, miseráveis pecadores, podemos tomar do cálice da salvação. Sim, o Deus santo oferece o Seu cálice maravilhoso para pessoas indignas como nós! Não importa o tamanho dos nossos pecados, ou quão duro é o nosso coração, ou em que profundo lamaçal nos encontramos. Nada disso importa, meu amigo! Você pode hoje mesmo abandonar todas as suas maldades e beber da água da vida, gratuitamente!

Que cálice eficaz! Que homem que, uma vez tendo bebido, torna a ser o mesmo? A obra do Espírito no coração é de tal modo poderosa, que o pecado passa a ser odioso, e a santidade passa a ser ardentemente desejada. A glória de Deus passa a ser o alvo principal daquele que bebeu do cálice da salvação. Há uma mudança de natureza, um novo coração, novas disposições. A lei de Deus é escrita no coração, pelo Espírito do Deus vivo.

Que cálice suficiente! Aquele que encontra as fontes das águas vivas, entende que nada mais é necessário. Todos os outros caminhos são vãos, as filosofias do mundo são loucas, e as religiões do mundo enganosas. Jesus é suficiente, a Sua graça é o bastante, e não há nenhum outro para quem podemos ir, pois só Ele tem as palavras da vida eterna, somente pelo Seu nome somos salvos.

Que cálice abundante! Jesus prometeu vida com abundância para os que bebem desse cálice. Não é, porém, uma abundância de bens terrenos; antes, é uma superabundância de graça, de vida espiritual. Este cálice jamais se acaba, o seu vinho jamais se estraga, e você pode tomar o quanto quiser. Beba! Beba até se saciar por completo!

Você realmente quer continuar a beber o cálice do mundo, que produz a morte? Não seja louco, não faça isso! Venha e beba do cálice da salvação! Beba da água da vida, que está em Jesus, Aquele que padeceu no calvário e ressurgiu dentre os mortos, para adquirir este cálice maravilhoso!
 

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